Vinhos
brancos são aqueles produzidos a partir da fermentação
do sumo de uvas brancas. Podemos também encontrar vinho
brancos produzidos a partir do sumo de uvas tintas, nesse
caso conhecidos como Blanc de Noirs
Os vinhos brancos são produzidos sempre a uma
temperatura mais baixa, por volta de 8º a 10º
graus C. A temperatura é muito importante para
que possamos perceber todos os aromas e sabores que
o vinho tem a nos oferecer. Se a temperatura estiver
acima da indicada, os aromas mais frutados passam despercebidos.
Em contrapartida, se a temperatura estiver muito abaixo
da indicada, todas nuances de aromas desaparecem e ficamos,
apenas, com um líquido alcoólico gelado
em nossa frente.
A percepção da cor e da tonalidade é
o primeiro passo de degustação dos vinhos brancos.
Apenas classificando a cor já podemos ter uma pequena
idéia de idade do vinho. Os vinhos brancos que apresentam
cor amarela clara, com reflexos ou nuances esverdeadas, são
considerados como vinhos jovens, de um a três anos da
data da safra. Já os vinhos brancos com uma tonalidade
amarelo ouro são mais envelhecidos, com quatro ou mais
anos da data da safra.
O próximo passo para a degustação
dos vinhos brancos é o exame olfativo, onde iremos
tentar reconhecer alguns aromas e qualificá-los.
Sem agitar o vinho na taça sentimos o primeiro
aroma do vinho. Esse aroma irá nos mostrar se
o vinho apresenta algum problema ou defeito (cheiro
de rolha, aromas estranhos ao vinho, etc). Logo a seguir,
com uma leve agitação, o vinho respira
e libera seus aromas de frutas frescas ou secas, de
flores, de especiarias, etc. Definimos, então,
a qualidade do aroma entre fino (aromas elegantes e
refinados) ou grosseiro (aromas agressivos, não
muito agradáveis). Finalizando a fase do exame
olfativo, avaliamos a intensidade (quantidade de aromas
percebidos) e a persistência (tempo de duração)
desses aromas.
A parte final da degustação é que envolve
maior número de sensações. Com pequenos
goles iremos classificar o açucar, o álcool,
a acidez, a maciez e o corpo. Nos vinhos brancos não
existe a presença dos taninos, percebida por uma sensação
de adstringência, presente nas cascas das uvas tintas.
A sensação doce é percebida na ponta
da língua; o álcool é percebido pela
sensação de calor no interior da boca ; a acidez
é percebida de duas maneiras: primeiro pela 'pontada'
que sentimos nas laterais da língua ao beber o vinho
(etílico e glicerina) e pelos açucares residuais
que, juntos dão uma sensação de doçura
e untuosidade; o corpo do vinho é a concentração
dos extratos secos (sais minerais, ácidos, proteínas,
vitaminas) e do grau alcoólico. Ainda nessa parte de
degustação podemos analisar a qualidade, a intensidade
e a persistência do vinho e fazer a avaliação
final, também conhecida como equilíbrio.
Resumindo, os vinhos brancos podem apresentar cor amarela
clara ou escura conforme a idade e o método utilizando
para a vinificação. Finalmente, na boca, todos
os componentes devem aparecer em equilibrio, lembrando que
a acidez pode (e deve) ser o componente que sobressaia, já
que é um dos componentes que dá estrutura e
vivacidade e permite que o vinho branco possa amadurecer bem. |