Produção de Queijos

História

No berço da civilização antiga (6000 – 7000 a.C.), na região entre os rios Tigres e Eufrates, onde havia realização de muitas culturas pode Ter sido a região de origem dos queijos. Estudos arqueológicos revelaram desenhos de cabras sendo conduzidas ao pasto com alguns sacos de pele pendurados em tumbas nos anos de 100 a.C.. Por serem um meio adequado para armazenamento de líquidos, acreditava-se que estes sacos poderiam ser usados para guardar e transportar leite. Por causa do intenso calor da região os açúcares do leite eram fermentados resultando em uma coalhada que por causa da agitação resultante do transporte se romperia separando então o soro. O soro era usado como bebida refrescante durante a viagem e a coalhada com a adição de sal serviria como alimento protéico já que a carne um alimento escasso.

Também existem referências ao queijo nos tempos bíblicos, Homero (1184 a.C.) faz referência a queijos elaborados em cavernas a partir do leite de cabras e ovelhas. Mais tarde, Herodoto (484 – 408 a.C.) se refere a queijos elaborados com leite de égua e Aristóteles (384 – 322 a.C.) menciona o queijo elaborado com leite de égua e burra.

Os primeiros coagulantes do leite foram os coalhos de lebre e cabrito, mas também se utilizava o leite de égua e vinagre. Naquela época a coagulação era realizada de diversas maneiras, há também relatos de aplicação de defumação em queijos utilizando lenhas.

O intenso comércio de queijo entre países utilizando principalmente as rotas marítimas fez com que o imperador romano Diocleciano (284 – 305 d.C.) fixasse um preço máximo para este produto.

A emigração de povos, a fuga da fome e as guerras deram início a colonização de novas áreas por novos colonos, os quais levaram consigo suas práticas artesanais dentre elas a fabricação do queijo.

A difusão dos métodos de produção do queijo desde a região entre os rios Tigre e Eufrates até os limites ao leste alcançando a Índia, ao norte a Rússia, ao nordeste através do Mar Cáspio até a Europa Central e Setentrional e a oeste até a Europa Central e Meridional, seguiu o mesmo caminho da fabricação do pão a partir do trigo. Ao sul, na África, a difusão foi limitada por causa do intenso calor. A migração geográfica da prática de fabricação do queijo originou novos modos de produção e novas variedades de queijo, resultado das diferenças climáticas e do tipo de terreno.

Apesar de atualmente grande parte do comércio quejeiro se basear no queijo de leite de vaca, fabrica-se também grande quantidade de queijo a partir de leite de ovelha, cabra e búfala, e também existem os queijos locais a partir de leite de égua, burra e até camela.

Segundo Varro (1912), a variedade dos queijos se deve aos diferentes tipos de climas e aspectos geográficos o que implicava em diferentes tipos de criações de animais. Atualmente existem muitas referências na literatura em relação a variedade de nomes dos queijos conhecidos hoje em dia. Abaixo há uma lista de alguns queijos e a data da primeira fabricação relatada:

Gorgonzola 879 d.C.
Roquefort 1070 d.C.
Cheddar 1500 d.C.
Parmesão 1579 d.C.
Gouda 1697 d.C.
Camembert 1791 d.C.

Durante muito tempo estes queijos têm satisfeito o gosto do consumidor, mas existem variedades que se extinguiram. O desaparecimento de algumas variedades está relacionado coma mudança dos costumes agrícolas, dos hábitos alimentares e das condições de vida, mas a principal razão é a reação do consumidor.

Até o fim do século XVIII eram as fazendas e os monastérios que mantinham a receia da “arte” de fabricação do queijo que era passada de mãe para filha ou pelo costume da produção diária. Isto levava a erros de interpretação o que acabou por originar novos tipos de queijos. Então, os monges começaram a registrar estas receitas de forma escrita e através do intercâmbio deles entre os monastérios a prática foi sendo difundida. Somente no final do século XVIII é que teve início o estudo científico da fabricação do queijo.

As primeiras fábricas estabelecidas na América, em torno de 1851, seguiram os modelos das fábricas européias que funcionavam em regime de cooperativas.

Durante muitos anos, os queijeiros perceberam que o leite procedente de diversos locais se comportava de forma diferente. Uma publicação realizada em 1899 por F. J. Lloyd relatava sobre todos os aspectos da fabricação do queijo incluindo detalhes geográficos, intensidade pluvial, cultivo, manejo dos animais de criação, defeitos na fabricação entre outros.

Este breve histórico demonstra que arte e a prática de fabricação do queijo são tão velhos quanto a civilização, e a gama de variedades dos queijos encontra-se em contínua expansão.

Tipos de Queijos

Existem queijos para todos os tipos de gostos. Os sabores variam do suave, sem sal, até o mais forte, picante e agudo. A aparência e textura também são variadas. Desde os queijos duros, redondos e pesados, que é preciso uma serra para cortá-los, como o Emmental, Parmegiano Reggiano ou Parmesão, comumente conhecido. Até os tão macios que podem ser esparramados por cima de bolachas, pães, frutas.

Os queijos podem acompanhar quase tudo: frutas, verduras, cereais e são amigos inseparáveis das massas. São servidos com comidas salgadas ou doces, como a sobremesa italiana Tiramisu, feita com queijo Mascarpone. E as vezes são o prato principal como o Fondue ou até sorvete. Ralado ou em pedaços, os queijos são bem admirados a mesa.

Muitos queijos são parceiros dos vinhos, acompanhando estes em várias ocasiões. Cheddar vai bem com Merlot, Feta com Pinot Noir, Provolone com Pinot Blanc, Cabernet Sauvignon. Apresentaremos a seguir uma lista completa de Queijos e Vinhos. Mas por agora, conheçam alguns queijos famosos, a sua origem, cor, forma, textura, sabor e algumas dicas.
Os Queijos foram divididos em três categorias, Macios, Semi macios e Semi duros, duros.

Nome dos Queijos
• Asiago
• Azul ou Blue (Bleu d'Auvergne)
• Boursin
• Brie
• Brin D'Amour
• Camembert
• Cheddar
• Cheshire
• Chèvre (Queijo de Cabra)
• Coalho do Ceará
• Colby
• Cottage
• Cream Cheese
• Edam
• Emmental
• Feta
• Fontina
• Gouda
• Gorgonzola
• Gruyere
• Havarti
• Jarlsberg
• Limburger
• Manchego
• Mascarpone
• Minas - curado e semicurado
• Minas - Duro
• Minas - Frescal
• Montanhês
• Monterey Jack
• Mozzarella ou Mussarela - Fresca
• Mozzarella ou Mussarela (Processada)
• Muenster
• Munster
• Neufchatel
• Parmesão
• Parrano
• Pecorino
• Pecorino Romano
• Provolone
• Reino
• Requeijão Comum
• Requeijão do Norte ou Sertão ou Nordeste ou Queijo manteiga
• Ricotta
• Romano
• Roquefort
• Stilton
• Suíço

Textura dos Queijos

QUEIJOS MACIOS
• Boursin
• Brie
• Brin D'Amour
• Camembert
• Cream Cheese
• Gorgonzola
• Limburger
• Mascarpone
• Minas - Frescal
• Mozzarella ou Mussarela - Fresca
• Neufchatel
• Requeijão Comum
• Ricotta

QUEIJOS DUROS
• Asiago
• Cheshire
• Edam
• Emmental
• Manchego
• Minas - Duro
• Montanhês
• Parmesão
• Parrano
• Pecorino
• Pecorino Romano
• Romano
• Suíço

QUEIJOS SEMI-MACIOS E SEMI-DUROS
• Muenster
• Munster
• Neufchatel
• Parmesão
• Parrano
• Pecorino
• Pecorino Romano
• Provolone
• Reino
• Requeijão Comum
• Requeijão do Norte ou Sertão ou Nordeste ou Queijo manteiga
• Ricotta
• Romano
• Roquefort
• Stilton
• Suíço

Conheça Alguns Tipos de Queijos:

QUEIJO MINAS
O queijo minas teve sua origem nas fabricações caseiras no estado de Minas Gerais, é portanto, um tipo de queijo desenvolvido no Brasil. Na década de 1930, este queijo teve a sua tecnologia definida e desde então, tem crescido o volume de sua produção.

Este queijo é de coagulação enzimática, tem massa crua, moldado na forma de um cilindro baixo de diâmetro cerca de 2 vezes a altura (14 por 7 por exemplo) e pesa em torno de 1 kg. Apresenta crosta amarelada e é branco leitoso por dentro. Seu sabor é suave, ligeiramente ácido, apresenta consistência macia, textura fechada, cerca de 43% de umidade, 1,6% de sal e pH entre 5,1 a 5,3.
Mantendo-se a tecnologia de fabricação, variando o tempo e as condições de maturação, tem-se três variedades de queijo minas:
a) meia cura: 20 a 30 dias de maturação;
b) frescal: sem maturação;
c) curado: maturação prolongada (superior a um mês) e em condições ambientes.
O fermento lático utilizado em sua fabricação é constituído por Streptococcus lactis e/ou S. cremoris, na quantidade de cerca de 0,5%. As demais etapas de processamento seguem o esquema geral apresentado anteriormente.
 
QUEIJO PRATO
O queijo prato é um dos queijos mais populares do Brasil, sendo introduzido na década de 1920, na região sul de Minas Gerais, por imigrantes dinamarqueses. Sua tecnologia foi adaptada, o que explica as diferenças de sabor e textura em relação aos queijos que lhe deram origem.
O queijo prato é fabricado por coagulação enzimática, adicionado de uma pequena quantidade de corante visando a dar o tom amarelado característico. É de massa semi cozida e apresenta-se moldado na forma de paralelepípedo (constituindo a variedade Lanche) ou na forma de cilindro (variedade Cobocó). Apresenta sabor suave, menos ácido que o queijo minas, é cremoso, com característica de elasticidade, cerca de 40% de umidade, 1,7% de sal e pH entre 5,3 a 5.5.
O fermento lático utilizado é constituído por Streptococcus lactis e/ou S. cremoris, podendo incluir Leuconostoc cremoris, na quantidade de 1,5%. A coagulação ocorre a 32 – 34oC.
 
 
QUEIJO PARMESÃO
O queijo parmesão é um queijo de origem italiana, da região do Vale do Pó, considerado o centro mais importante de fabricação de queijos da Europa. Na Itália, este queijo é conhecido como Grana, possuindo outras variedades. Ele representa, para o mercado brasileiro um terceiro tipo, ao lado do minas e do prato.
Trata-se de um queijo de coagulação enzimática, massa cozida, bastante duro e sabor relativamente forte. Sua massa é clara e sua textura é ressecada apresentando um ligeiro aspecto granular. Apresenta-se sob a forma de cilindro baixo, com cerca de 25 cm de diâmetro, 8 a 15 cm de altura e peso entre 5 a 8 kg, com 32 a 37% de umidade, 2 a 3,5% de sal e pH entre 5,3 a 5,5.
O fermento lático utilizado é constituído de uma cultura mista de Stretococcus thermophilus e uma ou mais espécies de Lactobacillus, geralmente L. bulgaricus, L. helveticus ou L. lactis, na quantidade de 1 a 1,5%. A temperatura de coagulação varia entre 32 – 34oC.
 
 
QUEIJO PROVOLONE
O queijo provolone é de origem italiana, um dos mais conhecidos no mundo. Na Itália é fabricado em diversos tamanhos, com sabor e aroma variando do picante ao doce, dependendo de alguns parâmetros de fabricação, e não é defumado, enquanto que no Brasil este é um procedimento comum.
É um queijo de consistência semi-dura, textura fechada, com coloração creme em seu interior, tem formato cilindríco alongado, com peso entre 0,5 a 100 kg. Pode ser elaborado com leite cru, apresentando sabor mais acentuado e consistência firme, quando é utilizado leite pasteurizado há maior retenção de umidade e coalho na massa.
O fermento lático utilizado é constituído de Streptococcus thermolphillus e Lactobacillus helveticus ou L. bulgaricus, na quantidade de 1 a 1,5%. A temperatura de coagulação varia de 32 a 35o C.
No seu processamento há uma etapa de filagem, que consiste em filar a massa em água quente a 75 – 80o C (isto é, a massa ao ser colocada em água quente torna-se elástica, capaz de ser amassada e esticada facilmente, formando fios compridos), em seqüência, de moldagem, no formato desejado, e de defumação, por 2 a 24 horas, que diferem do esquema geral de fabricação apresentado anteriormente.

QUEIJO MUSSARELA
De origem italiana, a mussarela antigamente era fabricada única e exclusivamente à partir de leite de búfala. Hoje, por sua larga utilização na culinária, é fabricada em grande quantidade com leite de vaca, sobretudo nos Estados Unidos, onde é chamada Pizza Cheese. No Brasil, é um dos queijos mais fabricados por tecnologias das mais diversas.
Sua massa é esbranquiçada, firme, compacta e de sabor ligeiramente ácido, tem formato retangular (para pizzas e sanduíches) ou em forma de esferas, palitos ou outros (para consumo de mesa). Apresenta cerca de 47% de umidade, 1,5% de sal e pH em torno de 5,3.
O fermento lático utilizado é Streptococcus lactis e/ou S. cremoris, na quantidade de 0,5 a 1,5%. A temperatura de coagulação é de 32 a 34o C, e, em seu processamento há a etapa de filagem em água a 75 – 80o C, conforme citado anteriormente, e de moldagem da massa.
 
REQUEIJÃO
O requeijão é um queijo tipicamente brasileiro.
É fabricado a partir de leite desnatado cru ou pasteurizado com ou sem adição de cultura lática (fermentação natural), com adição de ácidos orgânicos ou por coagulação enzimática.
O requeijão pode se apresentar sob duas formas:
a) cremoso: para untar;
b) corte: para cortar.
 
Trata-se de um produto obtido por fusão, acompanhada da adição de sais fundentes, destinado ao consumo imediato. Apresenta cerca de 57 – 60% (cremoso) ou 49 – 54% (corte) de umidade, 1,4 – 1,6% (cremoso) ou 1,0 – 1,5% (corte) de sal e pH variando entre 5,7 a 5,9 (cremoso) ou 5,2 a 5,5 (corte).
Há etapas de processamento que diferem, em alguns aspectos, do esquema geral apresentado para os queijos:

a) Processo de fusão: o tanque é aquecido até cerca de 80o C para iniciar a fusão;
b) Adição dos ingredientes: creme, água, sal, fundente e ácido sórbico são adicionados ao tanque e o aquecimento prossegue até 90 – 95o C, quando então o queijo se funde e se torna cremoso.
 
 
RICOTA
A ricota é de origem italiana e é fabricada em diversos países sob várias denominações. É conhecida também por queijo de albumina, por se constituir basicamente desta e de lactoglobulina, que são os principais componentes protéicos do soro de leite e não são coaguláveis por coalho. São proteínas facilmente desnaturadas e precipitadas pelo calor, sob influência de acidificação, o que constitui o princípio básico da fabricação da ricota.
Pode sofrer processo de defumação (ricota defumada) ou condimentação (ricota condimentada).
É considerada um produto leve e dietético, por seu baixo teor de gordura e alta digestibilidade. Constitui base importante para a arte culinária. Apresenta cerca de 70-73% de umidade e pH entre 4,9-5,3.
O processo de fabricação da ricota tem algumas particularidades, devido a sua matéria-prima ser o soro dos leite, desprezado durante a fabricação de outras variedades de queijos. Alguns aspectos são, a seguir, citados:
a) Redução da acidez do soro: a acidez do soro (11-14oD) é reduzida para cerca de 6-8 oD, com bicarbonato de sódio.
b) Adição de leite desnatado: cerca de 10 a 15% ao soro a 65 oC.
c) Acidificação: após aquecimento até 85-90 oC, inicia-se a acidificação, que pode ser feita pela adição de fermento lático ácido, ácido acético ou ácido lático.
d) Floculação: a ricota flocula na superfície do soro e é, então, coletada.

Derivados da Elaboração de Queijos
 
SORO DO LEITE
 
O lactosoro, ou simplesmente soro, é a fase aquosa que se separa da coalhada no processo de elaboração do queijo ou da caseína. Dentre os constituintes do soro encontram-se a água (em maior quantidade) e dissolvidas nela todas as substâncias solúveis, como a lactose, as proteínas solúveis, os sais minerais solúveis e um pouco de gordura.
A fabricação de queijo, tanto por sistemas tradicionais como pelos modernos, produzem, inevitavelmente, uma grande quantidade de soro. Durante muitos anos, os queijeiros utilizavam uma parte do soro para a alimentação de porcos e o restante era drenado para o sistema de efluentes.
 
Abaixo estão listadas algumas formas de reaproveitamento do soro.

Suplementação do valor nutritivo do pão
Uso em alimentos para crianças e em alimentos dietéticos
Bebidas carbonatadas e fermentadas
Precipitados de albuminas e globulinas como aditivos alimentares
Preparação de cosméticos e alguns fármacos
Fabricação de álcool
Fabricação de lactose
Fabricação de xarope de galactose/glicose
Queijos de soro
Isolamento de riboflavina
Fabricação de ácido lático para indústrias farmacêuticas e de alimentos
Como meio de fermentação para a fabricação de antibióticos, combustíveis (metano), biomassa para produção de alimentos e fabricação de cerveja.
 
a)Soro em pó
Na indústria láctea, são utilizadas 2 (duas) formas de secar o soro:
- evaporação prévia do soro até 50-55% do peso seco em evaporadores e subseqüente pulverização;
- evaporação prévia do soro até 21-25% do peso seco por osmose inversa, evaporação subseqüente a 50-55% do peso seco e dessecação final por pulverização.
As considerações energéticas induzem a pensar que o segundo processo é mais rentável.
 
b)Soro em pó desmineralizado
 
c) Concentrados parcialmente desaçucarados de proteínas do soro
Durante a ultrafiltração do soro lácteo, obtêm-se distintos concentrados de proteínas dependendo do número de etapas e da quantidade de água.
Outro método, ainda que mais drástico, consiste em aquecer o soro (95oC, 3-4 minutos) por injeção direta de vapor e posterior precipitação das proteínas desmineralizadas a pH 4,5, separação em uma centrífuga de decantação e dessecação.
 
d) Lactose
Obtida por ultrafiltração ou por cristalização do soro concentrado até 55-65% de matéria seca. A lactose bruta obtida se transforma em produto refinado por recristalização (qualidade farmacêutica). Utiliza-se para preparados farmacêuticos, alimentos dietéticos, produtos de padaria, alimentos dessecados, derivados de cacau, bebidas, sorvetes.
 
Para acompanhar
Os bons queijos deveriam ser degustados ao natural, sem nenhum acompanhamento. Portanto, ao escolher itens para acompanhar uma tábua de queijos tenha em mente que o sabor deve ser sutil e não pode mascarar o ingrediente principal. Veja algumas sugestões:

- Pães frescos, de casca crocante e sabor neutro, para não "brigar" com o queijo. Nada de pães com frutas secas, nozes, tomate ou azeitona.

- Frutas da época também podem ser incluídas. Mas evite as de sabor mais ácido (limão, abacaxi, kiwi) e as muito doces. As mais indicadas são maçã, pêra, uva e figo.

- Frutas secas, como uva passa, damasco, ameixa e figo, combinam muito bem com queijo, principalmente os duros, como o parmesão e o pecorino.

- As frutas oleaginosas, como noz, castanha de caju, castanha-do-pará, amêndoa e avelã, também são bons acompanhamentos.

Processo

A fabricação de queijo iniciou-se, pode-se dizer, com a domesticação de animais produtores de leite. Quando se obtinha, na ordenha, mais leite que o necessário, a sobra era deixada em depósito para o consumo posterior. Feito isto, verificou-se que o leite se transformava em coágulo e soro. A coalhada assim obtida, separada do soro e salgada, constituía o queijo primitivo, simples.

Desse queijo primitivo, até os tipos mais finos, conseguidos hoje em dia, a evolução foi muito lenta como acontece com todo processo industrial.

Atualmente os processos de fabricação são bastante difundidos e conhecidos, e a diversidade de queijos chega a mais de 1000 (mil) tipos diferentes, porém as etapas de processamento e os ingredientes utilizados, são, basicamente os mesmos, com algumas peculiaridades entre eles.
A seguir, descrevem-se aos principais ingredientes utilizados na fabricação dos queijos e as etapas de processamento.
 
Ingredientes

A matéria-prima e os ingredientes principais são:

Leite:
Para se conseguir um bom queijo, deve-se empregar leite puro, fresco e filtrado, proveniente de vacas sãs e com qualidade. Todo leite recebido na indústria passa por um processo de seleção, onde são analisados o seu estado de conservação (acidez – indicador de fermentação), integridade (fraudes – adição de água, etc) e estado higiênico (limpeza). São realizadas uma série de análises para verificar estas características.

Cultura lática:
A cultura lática ou fermento lático é geralmente o primeiro ingrediente adicionado ao leite. Consta de cultivos selecionados de acordo com o tipo de queijo e que devem estar bem ativos no momento da adição, a fim de que comecem a agir imediatamente. Emprega-se cerca de 0,5 a 2,0% de fermento em relação ao leite, sendo que o fermento deve estar bem homogêneo, sem grumos de coágulo, para uma perfeita distribuição no leite.

Cloreto de cálcio:
É adicionado ao leite uma solução de cloreto de cálcio, na quantidade de 0,02 a 0,03%, para suprir uma deficiência de cálcio solúvel, perdido na pasteurização.

Corante:
Alguns queijos (prato, por exemplo) recebem a adição de um corante, que é adicionado ao leite antes da coagulação. Normalmente é empregado um corante natural extraído da semente de urucum, na quantidade de 5 a 10 mL para cada 100 litros de leite, aproximadamente.

Coalho:
Após a dição dos demais ingredientes é adicionado o agente coagulante ou coalho, nas proporções exatas em função da sua atividade e do tempo de coagulação que se deseja.
Antes de ser adicionado, o coalho é diluído, visando facilitar a sua distribuição e evitar formações de flocos de coágulos. Sua adição é lenta, sob vigorosa agitação, durante 2 a 3 minutos, após, o leite é deixado em repouso até que se obtenha a coagulação.
 
Etapas do processamento
 
Seleção e tratamento do leite:
A composição do leite tem uma importância fundamental nas características do queijo final, portanto é necessária a sua seleção e padronização nos teores de gordura, acidez, porcentagem de água, contagem de microorganismos, densidade, extrato seco total e desengordurado, através de análises químicas, microbiológicas e outros testes.

Após Ter sido efetuada a seleção, o leite passa palas seguintes operações:
- filtração: para retirada de resíduos (grosseiros e finos);
- pasteurização: para a destruição de microorganismos patogênicos, é efetuada a 72oC por 15 segundos.
 
Coagulação:
Por definição, essa é a etapa decisiva na fabricação de queijos, a qual visa concentrar a proteína do leite retendo também a gordura. O fenômeno da coagulação se deve basicamente a caseína, a qual perde a sua estabilidade e coagula.

Definição
O queijo pode ser definido como um concentrado protéico-gorduroso resultante da coagulação do leite, seguido da dessora do coágulo que causa o decréscimo na umidade.

O termo atual “queijo” deriva do latim “caseus”.

O aumento no número de variedades tem dificultado na própria definição do queijo. Assim, por exemplo a definição – a coalhada de leite produzida por atividade enzimátoca e subsequente separação do soro para a obtenção de um coágulo mais firme – acaba não incluindo o queijo de soro, o lático, o cremoso e outros obtidos por técnicas mais modernas (como a osmose inversa). Portanto, esta definição não é completamente aceitável.

Por este fato, a FAO criou duas definições:

- queijo é o produto fresco ou maturado obtido por drenagem do líquido depois da coagulação do leite.

- queijo de soro é o produto obtido por concentração ou coagulação do soro com ou sem adição de leite ou gordura lática.

O componente mais importante do queijo é, sem dúvida, a proteína, sendo que a gordura pode variar dependendo do tipo de queijo; o teor de umidade também varia e está relacionado com o tempo de conservação do queijo resultante (queijos mais desidratados são mais duros e com tempo maior de conservação)

Relação de queijos com os tipos de queijo, origem e característica

Queijos franceses

Queijo Camembert
O Camembert é um queijo francês macio e cremoso. Seu nome vem da vila de Camembert. Quando fresco, o Camembert tende ser esfarelento e é relativamente duro, porém caracteristicamente amadurece e fica com sabor forte quando envelhece. 

Queijo Brie
O Brie é um queijo macio feito de leite de vaca. Seu nome vêm da província da França chamada Brie, da qual é originário. O Brie tem cor pálida, é bem macio e com sabor forte. 

Queijo Roquefort
O Roquefort é um queijo do sul da França de sabor forte feito de leite de ovelha. O Roquefort é branco, esfarelento e levemente úmido, com veios característico de matriz azul. Esse queijo tem odor forte e sabor característico notável do ácido butírico. Roquefort não tem casca, e seu exterior é comestível e levemente salgado.

Queijos ingleses

Queijo Cheddar
O Cheddar é um queijo amarelo pálido, com sabor pronunciado, originário da vila inglesa de mesmo nome.

Queijo Cottage
O queijo Cottage é uma coalhada de queijo com sabor suave. Ele é drenado, mas não prensado, então fica algum soro de leite. Cottage não envelhecido.

Queijos Holandeses

Queijo Edam
O Edam é um queijo holandês que é tradicionalmente vendido como esferas com interior amarelo claro e camada vermelha ou amarela.

Queijo Gouda
O queijo Gouda é feito de leite de vaca que é cultivado e esquentado até que a coalhada separe-se do soro.

Queijos suíços

Queijo Emmental
O Emmental é um queijo amarelo, duro e com grandes buracos característicos. Ele tem um sabor picante mas não muito forte. Geralmente é conhecido apenas como queijo suíço.

Queijo Gruyère
O queijo Gruyère é amarelo e feito de leite de vaca. O nome vem da cidade de Gruyères na Suíça. Ele é duro, levemente salgado e picante. Quando totalmente maturado (três a doze meses) tende a ter pequenos buracos.

Queijos italianos

Queijo Gorgonzola
O Gorgonzola é um queijo da Itália com riscos azuis, feito de leite de vaca. Ele pode ser firme ou amanteigado, esfarelento e bem salgado.

Queijo Mussarela
A Mussarela é um queijo fresco italiano feito de leite de búfala ou de vaca. 

Queijo Parmesão
O parmesão é feito de leite de vaca coletado imediatamente após a ordenha e parcialmente desnatado pela gravidade.

Queijo Provolone
O provolone é um queijo de leite integral de vaca com uma pele macia. Ele é produzido principalmente nas regiões da Itália da Lombardia e Veneto. 

Queijo Ricota
O Ricota é um queijo italiano feito do soro resultante da fabricação de queijos como mussarela e provolone. O Ricota tem textura similar ao queijo cottage, porém consideravelmente mais leve.

Queijos brasileiros

Os queijos do Brasil incluem: Queijo de Minas, Prato, Catupiri e Requeijão.

Receitas deliciosas para você usar e
abusar do melhor dos queijos!


Batata recheada com creme de queijo e ervas

Ingredientes:

4 batatas grandes
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 xícara (chá) de cream cheese
2 colheres (sopa) de salsinha crespa picada
5 folhas de sálvia picadas
2 colheres (sopa) de endro fresco
100 g de azeitonas pretas bem pequenas
sal a gosto

 Modo de Preparo:
Lave as batatas, escove-as, retire os pontos escuros e fure-as com um garfo. Pincele as batatas com o azeite de oliva, embrulhe em papel-alumínio e disponha-as em uma assadeira. Leve-as ao forno médio por 2 horas, ou até as batatas ficarem macias. Retire as batatas do forno, corte-as ao meio, retire parte da polpa com uma colher pequena e coloque-a em uma tigela. Amasse bem a polpa, junte o cream cheese, as ervas e o sal e misture até ficar homogêneo. Recheie as batatas com o creme de queijo e distribua as azeitonas. Se preferir, salpique um pouco mais de ervas e decore com gomos de tomate-cereja. Sirva a seguir.

 Dicas:
 Para diminuir o tempo de cozimento das batatas assadas, ferva-as por 15 minutos. Em seguida, escorra e pincele toda a superfície com azeite de oliva. Embrulhe-as em papel-alumínio e asse em forno quente. Experimente com outros recheios de sua preferência.

Tempo de preparo: 20 min + o tempo de forno
 Rendimento: 8 porções
Esta receita: é vegetariana

Alho-poró com queijo brie

Ingredientes:

4 alhos-poró grandes
5 colheres de sopa de azeite de oliva
1 xícara de chá de creme de leite fresco
4 colheres de sopa de vinho branco
1 xícara de chá de queijo brie picado
1 gema
2 colheres de sopa de alcaparras

 Modo de Preparo:
Limpe o alho-poró, deixando somente os talos mais macios e lave. Parta-os ao meio no sentido do comprimento e coloque em uma panela com 1 litro de água fervente e um pouco de sal. Deixe cozinhar até ficar macio. Retire do fogo, escorra a água e reserve o alho-poró. Bata no liquidificador o azeite de oliva, o creme de leite, o vinho, o queijo e a gema até obter um creme bem liso. Transfira a mistura para uma panela e leve ao fogo. Cozinhe, sem parar de mexer, até encorpar. Acrescente as alcaparras e o sal, misture e retire do fogo. Coloque o alho-poró em uma travessa, regue com o creme preparado e distribua a pimenta.

Tempo de preparo: 15min
Rendimento: 8 porções
Cozinha: Brasileira


Salada com queijo emmenthal e pimentão

Ingredientes:
óleo
1 pimentão amarelo
1 pimentão vermelho
500 g de folhas de espinafre novas
120 g de broto de soja
140 g de queijo emmenthal em lâminas
3 flores de abobrinhas
 molho
6 colheres (sopa) de azeite de oliva
2 colheres (sopa) de molho de soja
pimenta-do-reino a gosto

 Modo de Preparo:
Molho: em uma tigela, misture o azeite de oliva, o molho de soja e uma generosa pitada de pimenta-do-reino. Tampe a tigela e deixe tomar gosto. Reserve. Unte com óleo os pimentões, coloque-os em uma fôrma forrada com papel-manteiga e leve ao forno médio, preaquecido, por 40-45 minutos. Retire os pimentões do forno, coloque-os em um saco de papel ou de plástico próprio para alimentos, feche bem e deixe esfriar. Em seguida, elimine a pele e as sementes. Enxagüe e corte-os em tiras de cerca de 1 cm. Limpe e lave o espinafre. Enxugue e coloque-o em uma saladeira. Acrescente o broto de soja, lavado e escorrido, o queijo, as flores de abobrinha limpas e divididas na metade e o pimentão. Tempere a salada com o molho, mexa bem e sirva.

Cozinha: Brasileira
Tempo de preparo: 20 min + tempo para retirar a pele dos pimentões
Rendimento: 4 porções

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